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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Herdade Monte da Cal Reserva - Alentejo 2012

Tive o prazer de degustar este vinho durante o fim de semana, num jantar de amigos.

Mais uma marca do Alentejo que ainda não tinha conhecimento: Herdade do Monte da Cal Reserva 2012.


A verdade é que é cada vez mais difícil acompanhar todas as marcas existentes no mercado. Basta olharmos para as prateleiras da garrafeira de um hipermercado: são nomes e marcas por região que nunca mais acaba.

Este vinho foi feito a partir das castas Syrah (50%), Touriga Nacional (25%) e Alicante Bouschet (25%), estagiou em barricas de carvalho francês durante 9 meses.

De cor vermelho escuro intenso, sobressaem os aromas a frutos do bosque, amoras e especiarias. Na boca, este vinho é macio, estruturado com alguma persistência final.


Não é um vinho muito exigente em termos gastronómicos, podendo acompanhar pratos de carne com algum intensidade nos sabores. 

Nota final: 14,5 Valores

Preço médio: 11 euros

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Quinta Nova Colheita Tinto - Douro 2011

Mais um vinho da região do Douro provado. De facto, a região do Douro tem inúmeras marcas de vinho, de uma qualidade muito boa. Aliás, essa qualidade já é reconhecida internacionalmente, como o comprova os vinhos do Douro que fazem parte da lista dos melhores de 2015 da Revista Wine Spectator.


O objectivo é sempre de encontrar vinhos muito bons mas que não envolvam grande investimentos, como o Barca Velha (400 euros a garrafa) ou o Quinta de Vale Meão (100 euros a garrafa). Há grandes vinhos no Douro que não têm um preço "astronómico" e que são muito bons, veja-se de novo o caso da lista da Wine Spectator.


Tive a possibilidade de provar o vinho Quinta Nova Colheita 2011, projecto liderado pela família Amorim desde 1999. Este vinho é feito a partir da castas Tinta Roriz, Tinta Franca, Tinto Cão e Touriga Nacional.

É um vinho fácil de beber, equilibrado com taninos suaves, nada agressivos. É de vinho de cor ruby vivo, com aromas intensos a fruta vermelha madura, denso, enchendo-nos a boca. É um vinho fresco, jovem, que podem decantá-lo ou deixá-lo arejar para melhor o apreciarem.

É uma boa escolha para acompanhar carnes estufadas ou carnes assadas.

Nota final: 15 valores

Preço médio: 8,50 euros


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Foral de Melgaço - Alvarinho 2014

Este fim de semana, aproveitei o bom tempo e atravessei a ponte 25 de Abril com destino ao  almoçar ao Sushic, que segundo os utilizadores do Tripadvisor, foi considerado o segundo melhor restaurante japonês fora do Japão.

O sushi apresentado pelo Sushic é muito bom, embora não seja a comida tradicional japonesa mas sim uma comida japonesa de fusão que combina vários sabores e texturas.

Já sabemos que o chá e o saké (ou saqué em português) são as bebidas “tradicionais” para o sushi. A cerveja, japonesa claro, acompanhará também muito bem o sushi, pois o travo amargo da mesma conciliará bem com a suavidade do molho de soja, e a sua efervescência trará frescura na altura de saborear o peixe mais “gordo”.



Todos os apreciadores do néctar de Baco, querem sempre acompanhar a  refeição com o tradicional copo de vinho. A grande questão com que nos deparamos, nos restaurantes japoneses, é: qual o vinho apropriado para acompanhar o sushi?

É preciso ter algum cuidado ao escolher o vinho para acompanhar a comida tão delicada como a japonesa. Não escolher vinhos muito fortes nem complexos (normalmente os que estagiam em barricas) pois acabam por se sobrepor aos sabores sensíveis da comida japonesa. 

Normalmente, os vinhos brancos, rosés e espumantes são os mais indicados para acompanhar os maki’s, sashimi’s, uramaki’s, e outros tantos (a lista é sempre extensa!).




O Sushic tem uma carta de vinhos com muita oferta mas também dá-nos a possibilidade de beber vinho a copo, bem servido mas com um preço elevado.

Na questão do serviço à mesa é que o Sushic poderia melhorar: na altura de servir o vinho que escolhi, a garrafa ainda vinha com bocados de rolha (talvez não tiveram cuidado ao sacar a rolha), que acabaram por ficar a boiar no meu copo. Alertei o empregado de mesa que de imediato se desculpou e me trocou o copo.

A minha escolha foi para o Foral de Melgaço 2014: um vinho da casta Alvarinho, leve, brilhante e fresco. Presença de aromas minerais e frutas tropicais, frescura intensa na boca com presença de acidez suficiente e agradável para contrabalançar com a delicada comida japonesa do Sushic.



Foi uma bela experiência: alvarinho com sushi. Tenho de voltar a experimentar, sem dúvida.

Nota final: 16,5 valores

Preço copo Sushic: 4 euros        


Preço médio: 8,50 Euros