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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Olympias Retsina - Creta

Ano novo, vinhos novos! Tive a oportunidade de provar um vinho grego. Devo confessar que ainda não tinha tido a oportunidade de beber um vinho de um país, que segundo consta, foi onde nasceu o vinho.

Encontrei este vinho branco Retsina Olympias no Supercor por 4,5 Euros.


Qual a maior característica do vinho grego Retsina? Os seus aromas e sabores a resina e pinheiro. Muito estranho….resina no vinho!? Como surgiu esta característica? Há imensas histórias que explicam o porquê de o vinho ter estes aromas tão vincados a resina, uma delas é que na antiguidade a técnica de preservação do vinho era lacrarem as ânforas com resina, o que acabava por entrar em contacto com o vinho, influenciando os seus aromas. Outra explicação era que usavam esta técnica para disfarçar a má qualidade do vinho, ou outra ainda, era que durante a 2ª Guerra Mundial os gregos tinham colocado resina nos bons vinhos para que durante a ocupação dos alemães estes não bebessem o vinho. Se a Merkel sabe disto…

Enfim, há inúmeras explicações, mas o mais importante é que este tipo de vinho grego passou a ser um dos mais conhecidos no mundo, e assim continua a ser produzido o vinho Retsina.

O vinho é muito diferente ao que estamos habitualmente a beber. A cor é de um amarelo palha. No olfato, somos de imediato invadidos por um aroma intenso a pinheiro, menta, até a sabão (é mesmo muito estranho)! Na boca, continuamos a sentir a força da resina, misturado com a sensação de quem está a comer gengibre. É um vinho leve, pouco alcoólico (11%), e de uma pequena acidez.


Pode ser pedido como aperitivo, embora também possa acompanhar pratos frios, mais saladas com produtos típicos da Grécia, como o queijo feta, azeitonas, etc.

Este vinho vale pela experiência de se experimentar algo de diferente, e de nos imaginarmos sentados numa esplanada à beira mar na vila de Oía na ilha de Santorini, esperando pelo famoso pôr do sol.

Nota final: 13 valores

Preço médio: 4,5 euros 

domingo, 6 de dezembro de 2015

Quinta da Alorna Branco - Tejo 2013

Quinta da Alorna Branco – Tejo 2013

Já chegou o último mês do ano, e com ele também chegou o frio. Com este tempo só apetece mesmo beber vinhos que nos aqueçam,  mas para mim o prazer está em beber o vinho na sua plenitude, isto é, acompanhá-lo com uma refeição onde a harmonização seja total.

Como tal, e para um jantar leve, à base de saladas e pratos frios, decidi abrir uma garrafa de vinho branco. 

Hesitei um bom bocado entre um vinho francês (um Chardonnay da região da Bourgonha) e um vinho português. Decisão tomada: Quinta da Alorna Branco.


Um vinho da região Tejo, feito a partir das castas Arinto e Fernão Pires, uma das castas brancas mais plantadas em Portugal.

No copo, o vinho apresenta uma cor amarela pálida e brilhante. De imediato, surgem os aromas a citrinos e frutos tropicais (ananás). Na boca, o vinho revela-se fresco, delicado, equilibrado em termos de acidez, deixando um ligeiro final de boca vivo e adocicado.


Como disse anteriormente, este vinho acompanhou uma refeição de pratos frios: saladas diversas, charcutaria e carnes frias.

É um bom vinho para aperitivo e para acompanhar marisco e peixe grelhado. 

Um bom vinho branco, abaixo dos 5 euros, a ter sempre-noiva seu frigorífico.

Nota final: 14 valores

Preço médio: 3,85 Euros