segunda-feira, 21 de março de 2016

Herdade do Perdigão Reserva - Alentejo 1999

Esta estava escondida na minha cave. Da última vez que lá estive, encontrei-a e pensei para mim mesmo "está na hora de te deixar ver a luz do dia, vou aguardar a melhor ocasião para o fazer". 

Dito e feito. O dia do Pai foi o momento ideal para poder desfrutar deste pequeno tesouro já com 17 anos. Estou a falar do vinho tinto alentejano Herdade do Perdigão Reserva 1999.


Este foi o primeiro "reserva" produzido pela Herdade do Perdigão, tendo sido produzidas apenas 10.000 garrafas. O denominado reserva só é produzido e lançado nos melhores anos, o que nos leva a considerar que será um vinho com uma elevada qualidade e complexidade.


Preocupava-me um pouco se já não o teria deixado descansar um pouco demais, que tenha, com tanto tempo em garrafa, perdido todas as suas propriedades e qualidades. Só havia uma forma de o saber, prová-lo

Primeira boa surpresa: a rolha estava em excelente estado. No copo, o vinho perdeu um pouco a sua intensidade, uma cor (ainda) granada escura mas já com presença de traços acastanhados. No nariz, encontramos a tal complexidade aromática esperada: uma mistura de aromas a compota de frutos vermelhos, especiarias e chocolate. Na boca, sentimos uma acidez suave, taninos bem redondos um "corpo" ainda cheio e bem estruturado, com a presença dos aromas já detetados anteriormente: compota, pimenta preta, chocolate e alguma madeira. De louvar, ao fim de tanto tempo, este néctar continuar com um final de boca longo e persistente.


É um grande vinho! Fiquei com vontade de experimentar outros Reservas da Herdade do Perdigão mais recentes para poder usufruir destes vinhos nas suas plenitudes.

Este vinho será uma boa escolha para pratos pesados, pratos com sabores intensos como são os pratos de caça ou as carnes assadas no forno. Eu, degustei-o com um belo queijo de Azeitao.

Nota final: 17,5 valores

Preço médio: 20 euros (para o ano de 2012)

segunda-feira, 14 de março de 2016

Domaine du Pegau - Chateauneuf du Pape 2012

Este fim de semana, "voltei" a aventurar-me por terras gaulesas, e provei o vinho Domaine de Pegau 2012, da região de Chàteauneuf du Pape.

Para além dos tão conhecidos e falados vinhos da região de Bordeaux ou Bourgogne, a França tem outras regiões que, cada uma com as suas características, produz vinhos também com muita qualidade. É o caso da região de Châteaunef du Pape, um região situada no Sul da grande região Vallée du Rhône.


Os vinhos de Châteauneuf du Pape são compostos por variadas castas, entre as quais se destaca o Grenache. A casta Grenache traz a estes vinhos aromas a frutas pretas, taninos macios e um nível de álcool elevado.


Este Domaine du Pegau 2012, apresenta uma cor ruby de intensidade média. No nariz, os aromas a fruta preta (ameixa), com um toque apimentado e algum couro. Na boca, conseguimos detectar taninos redondos e delicados, um corpo médio e alguma acidez. Continuamos a nota a presença de fruta bem madura, com um final de boca de intensidade média.

Julgo que este vinho será uma boa opção para acompanhar pratos de carnes vermelhas grelhadas.

Nota final: 16 valores

Preço médio: 40 euros

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Herdade Monte da Cal Reserva - Alentejo 2012

Tive o prazer de degustar este vinho durante o fim de semana, num jantar de amigos.

Mais uma marca do Alentejo que ainda não tinha conhecimento: Herdade do Monte da Cal Reserva 2012.


A verdade é que é cada vez mais difícil acompanhar todas as marcas existentes no mercado. Basta olharmos para as prateleiras da garrafeira de um hipermercado: são nomes e marcas por região que nunca mais acaba.

Este vinho foi feito a partir das castas Syrah (50%), Touriga Nacional (25%) e Alicante Bouschet (25%), estagiou em barricas de carvalho francês durante 9 meses.

De cor vermelho escuro intenso, sobressaem os aromas a frutos do bosque, amoras e especiarias. Na boca, este vinho é macio, estruturado com alguma persistência final.


Não é um vinho muito exigente em termos gastronómicos, podendo acompanhar pratos de carne com algum intensidade nos sabores. 

Nota final: 14,5 Valores

Preço médio: 11 euros

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Principal Grande Reserva - Bairrada 2009

O papel “principal” deste fim de semana foi para este “menino”: Principal Grande Reserva 2009.

 

Foi considerado pela revista italiana Spirito di Vino em 2013, como um dos 10 melhores vinhos tinto do mundo, ao lado dos grandes nomes da região de Bordesux como o Pétrus ou o Cheval Blanc.

 

O vinho Principal Grande Reserva 2009, é produzido nas Colinas de São Lourenço, na Anadia, região da Bairrada, feito a partir das castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Touriga Nacional.

 

Já o tinha bebido em 2014, mas não me tinha deixado “maravilhado” ou realmente estupefacto. Tive a oportunidade de o voltar a beber este fim de semana, passado 2 anos: e que bem lhe fizeram mais estes 2 anos em garrafa! 

 

A sua cor é de um violeta escuro  marcando desde logo a sua potência. É um vinho denso, com os aromas ainda complexos a alguma fruta preta e um ligeiro fumado. Na boca, é volumoso e fresco, com taninos equilibrados e um final de boca prolongado.

 

Julgo que ainda vai evoluir muito nos próximos anos. Será sempre uma surpresa, voltar a prova-lo daqui a uns 5-6 anos.

 

É um vinho que exige pratos “pesados” de carne com bastante gordura como uma perna de porco assada no forno.

 

Nota final: 18 valores

 

Preço médio: 98 Euros

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Pêra Manca Branco - Alentejo 2013

Nestes dias frios de Inverno, só nos apetece beber aquelas típicas bebidas quentes…um chá, um leite com chocolatequente, um vinho tinto, deixando de lado os vinhosbrancos, mais ligados ao Verão e ao calor devido à sua frescura.

 

Há no nosso mercado, vinhos brancos que eu apelido de “vinhos brancos de inverno”, pois são aqueles vinhos com frescura mas que trazem aquele “conforto” que os vinhos tintos nos dão: enchem-nos a boca, são equilibrados e com aromas bastante complexos.

 

É o caso deste Pêra Manca Branco 2013. Já todos ouvimos falar do Pêra Manca Tinto, vinho conceituado da Fundação Eugénio de Almeida, que juntamente com o Barca Velha, é dos vinhos tintos mais falados e procurados no nosso país.

 

Este Pêra Manca Branco não foge à regra dos vinhos brancos da região do Alentejo, que fazem estágio em barricas: vinhos com aromas complexos. Feito com as castas Antão Vaz e Arinto, no copo apresenta uma cor citrina. Os aromas são fortes e complexos, sente-se alguma fruta e baunilha. Na boca, sentimos um vinho equilibrado, complexo, persistente, deixando aquele sabor a “madeira” no final de boca.

 

É um bom vinho para se continuar a beber depois da refeição naqueles dias de chuva em que não nos apetece fazer nada, apenas a apreciar o momento.

 

Nota Final: 16,5 Valores

 

Preço Médio: 26 euros

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Laurent Combier Tinto - Crozes-Hermitage 2014

A viagem à busca de conhecer (e beber) vinhos além fronteiras continua. Este fim de semana bebi um vinho francês, não da região de Bordéus mas sim da região de Crozes-Hermitage, região onde a casta Syrah é rainha.

Há sempre uma grande expectativa sobre os vinhos franceses, sempre reconhecidos no mundo inteiro pela sua qualidade e elegância, e este não fugiu à regra!


Bebi um Laurent Combier 2014, vinho biológivo de um pequeno produtor da região.


De cor rubi vivo, ressaltam os aromas a frutas vermelhas e pretas, com notas de especiarias (talvez a pimenta preta). Na boca é delicado, leve, equilibrado com presença de taninos suaves. Acho que os aromas ainda poderão evoluir nos próximos 3-4 anos.

Acompanhei este vinho com uma tábua ibérica: com queijos portugueses e charcutaria espanhola.


É um bom vinho para se ir bebendo mesmo depois da refeição, no convívio com os amigos pois não é vinho que pese muito (na digestão e na cabeça!).

Nota final: 13,5 Valores

Preço médio: 15 euros

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Aalto PS - Ribera del Duero 2011

A viagem pela descoberta de novos vinhos continua! Desta vez não fui muito longe, fui até à terra de “nuestros hermanos” experimentar um dos seus vinhos.

O escolhido foi o Aalto PS 2011. Um vinho da região da Ribera del Duero, feito a partir da casta Tempranillo. É o nome dado em Espanha para a casta Tinta Roriz, uma das castas que caracteriza a nossa região do Douro.


A Aalto Bodegas y Viñedos é já uma referência na região de Ribera del Duero, sendo o seu vinho Aalto PS o seu vinho premium. Este já foi considerado como o Melhor Vinho de Espanha e a Adega foi recentemente eleita em Paris com umas das 100 melhores vinícolas do mundo no livro publicado pelos críticos Michel Bettane e Thierry Desseauve.


O Aalto PS 2011 é numa palavra: maravilhoso! Grande vinho! Ao nível do que melhor se faz no Douro. No copo, a cor vermelha escura e a sua densidade indicam logo que será um vinho potente e intenso. É um vinho complexo, com aromas difíceis de identificar: uma mistura de aroma a madeira, com especiarias e notas tostadas. Na boca o prazer continua: vinho elegante e carnudo, daqueles que nos deixa a “mastigar”. Presença de taninos e de alguma acidez. É um vinho que ainda pode ser guardado e provado daqui a 15/20 anos. Tenho a certeza que irá evoluir e o prazer será ainda maior.

É um vinho excelente, com o “senhor do vinho” Robert Parker a dar-lhe uma nota de 94/100.

Nota final: 18 valores

Preço médio: 85 Euros (segundo a app Vivino)

  

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Olympias Retsina - Creta

Ano novo, vinhos novos! Tive a oportunidade de provar um vinho grego. Devo confessar que ainda não tinha tido a oportunidade de beber um vinho de um país, que segundo consta, foi onde nasceu o vinho.

Encontrei este vinho branco Retsina Olympias no Supercor por 4,5 Euros.


Qual a maior característica do vinho grego Retsina? Os seus aromas e sabores a resina e pinheiro. Muito estranho….resina no vinho!? Como surgiu esta característica? Há imensas histórias que explicam o porquê de o vinho ter estes aromas tão vincados a resina, uma delas é que na antiguidade a técnica de preservação do vinho era lacrarem as ânforas com resina, o que acabava por entrar em contacto com o vinho, influenciando os seus aromas. Outra explicação era que usavam esta técnica para disfarçar a má qualidade do vinho, ou outra ainda, era que durante a 2ª Guerra Mundial os gregos tinham colocado resina nos bons vinhos para que durante a ocupação dos alemães estes não bebessem o vinho. Se a Merkel sabe disto…

Enfim, há inúmeras explicações, mas o mais importante é que este tipo de vinho grego passou a ser um dos mais conhecidos no mundo, e assim continua a ser produzido o vinho Retsina.

O vinho é muito diferente ao que estamos habitualmente a beber. A cor é de um amarelo palha. No olfato, somos de imediato invadidos por um aroma intenso a pinheiro, menta, até a sabão (é mesmo muito estranho)! Na boca, continuamos a sentir a força da resina, misturado com a sensação de quem está a comer gengibre. É um vinho leve, pouco alcoólico (11%), e de uma pequena acidez.


Pode ser pedido como aperitivo, embora também possa acompanhar pratos frios, mais saladas com produtos típicos da Grécia, como o queijo feta, azeitonas, etc.

Este vinho vale pela experiência de se experimentar algo de diferente, e de nos imaginarmos sentados numa esplanada à beira mar na vila de Oía na ilha de Santorini, esperando pelo famoso pôr do sol.

Nota final: 13 valores

Preço médio: 4,5 euros 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Reserva Especial - Douro 2007 e Moscatel Venâncio Costa Lima - Setúbal

No dia de Natal, pude apreciar o vinho Reserva Especial 2007 da Casa Ferreirinha.


Segundo consta no mercado, ninguém sabe muito bem o porquê mas este vinho poderia ter sido Barca Velha! Mas por opções de mercado que vinhos como o Barca Velha criam (a expectativa, a curiosidade, a vontade, etc…), a colheita de 2004 continua a ser o último Barca Velha produzido.

 

Bebemos este vinho a acompanhar um cabrito assado no forno, e uma perna de peru, também ela assada no forno….e que bela combinação!

 

Achei que deveria decantá-lo. Logo ali, saltou à vista a densidade e a cor do vinho: um vermelho bastante escuro, quase como "sangue de boi". Era um bom pronúncio, fiquei logo preparado para um vinho muito encorpado. Deixei os aromas fazerem o seu “trabalho”: aromas complexos, frutos vermelhos e presença de especiarias (canela, cedro). Na boca, o prazer continuou: vinho estruturado, com taninos de qualidade e presença de uma acidez ainda intensa. Este vinho pode e vai evoluir ainda mais em garrafa mas também pode ser consumido já.

 

Belo “presente” que tive este Natal! A oportunidade de degustar e apreciar este grande vinho português.

 

Depois, passamos à sobremesa. Para acompanhar um tronco e alguns éclaires da pastelaria francesa L’Éclair, em Lisboa, abriu-se um Moscatel de Setúbal do produtor Venâncio Costa Lima. O moscatel desta casa já foi considerado o melhor do mundo na sua categoria em 2011, no Concurso Muscats du Monde.

 

De cor âmbar, saltam logo os seus aromas fortes: mel e flor de laranjeira. Na boca é aveludado e elegante, com um final que podia ser mais prolongado. Combinou muito bem com a pastelaria doce.

 

Casa Ferreirinha Reserva Especial 2007

Nota final: 18 valores

Preço médio: 129 Euros

 

Moscatel de Setúbal Venâncio Costa Lima

Nota final: 16 valores

Preço médio: 5 euros 

 

 

 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Que vinho escolher para a Consoada

Queremos sempre ter o melhor na nossa mesa no dia 24 de Dezembro. Seja qual for a refeição que tenha escolhido para a sua Consoada, tenho a certeza que a escolha tenha sido sempre “o melhor”: o melhor bacalhau, os melhores sonhos, o melhor bolo Rei, etc. Nessas escolhas, também está, o vinho que irá acompanhar a refeição. 

 

Queremos sempre um bom e grande vinho. É difícil juntar à mesa, na Consoada, pessoas que tenham o mesmo gosto vínico que nós. Haverá sempre lugar à mesa o “apreciador”, ou "o que bebe qualquer um”, ou "o que não gosta de vinhos brancos”, e tantos outros, acabando por dificultar a escolha. 

 

Aposte em clássicos que funcionam sempre. Siga o ritual tradicional: para iniciar a noite como aperitivo um Espumante, para a refeição com bacalhau um branco e/ou tinto, e para a sobremesa um vinho licoroso. Se os estômagos ainda aguentarem, e enquanto espera pelo Pai Natal, entretenha-se com uma aguardente vínica. 

 

Espumante Quinta do Boição Special Cuvée Arinto Extra Bruto (Bucelas)

Feito a partir de uma casta 100% portuguesa, o Arinto, é um espumante fresco e vivo, de cor citrina, com aromas a frutos tropicais e alguma presença mineral. Na boca é delicado, fresco, ácido e persistente. É excelente para combinar com salmão fumado.

 

PVP médio: 14,50 Euros

Produtor: Enoport

 


Vinho branco – Quinta de Cabriz Encruzado 2014 (Dão)

Vinho da região do Dão, 100% da casta Encruzado, a casta branca rainha da região. É um vinho fresco e delicado, com aromas a citrinos, tília e leve travo a frutas tropicais, equilibrado com um bom nível de acidez, encorpado, com final de boca.

 

PVP médio: 6,50 Euros

Produto: Global Wines / Dão Sul



Vinho tinto – Post Scriptum 2013 (Douro)

Vinho da região da Douro, feito a partir de Touriga Nacional (59%), Touriga Franca (30%), Tinta Roriz (5,5%) e Tinta Barroca (5,5%). Vinho elegante, com taninos suaves, aromas a frutas maduras. Fresco, com final de boca persistente

 

PVP médio: 12,99 euros

Produtor: Prats & Symington

 

Vinho Licoroso – Moscatel Roxo Colecção Privada Domingos Soares Franco

Vinho licoroso de Setúbal, 100% de Moscatel Roxo. Tem uma cor âmbar no copo, sobressaem os aromas a mel e avelãs. Na boca é frutado, aveludado, com um travo a caramelo.

 

PVP médio: 22 Euros

Produto: José Maria da Fonseca

 

Aqui ficam algumas sugestões, o importante é que bebam realmente o que vos dá prazer.

 

Bom Natal e bom proveito!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Quinta Nova Colheita Tinto - Douro 2011

Mais um vinho da região do Douro provado. De facto, a região do Douro tem inúmeras marcas de vinho, de uma qualidade muito boa. Aliás, essa qualidade já é reconhecida internacionalmente, como o comprova os vinhos do Douro que fazem parte da lista dos melhores de 2015 da Revista Wine Spectator.


O objectivo é sempre de encontrar vinhos muito bons mas que não envolvam grande investimentos, como o Barca Velha (400 euros a garrafa) ou o Quinta de Vale Meão (100 euros a garrafa). Há grandes vinhos no Douro que não têm um preço "astronómico" e que são muito bons, veja-se de novo o caso da lista da Wine Spectator.


Tive a possibilidade de provar o vinho Quinta Nova Colheita 2011, projecto liderado pela família Amorim desde 1999. Este vinho é feito a partir da castas Tinta Roriz, Tinta Franca, Tinto Cão e Touriga Nacional.

É um vinho fácil de beber, equilibrado com taninos suaves, nada agressivos. É de vinho de cor ruby vivo, com aromas intensos a fruta vermelha madura, denso, enchendo-nos a boca. É um vinho fresco, jovem, que podem decantá-lo ou deixá-lo arejar para melhor o apreciarem.

É uma boa escolha para acompanhar carnes estufadas ou carnes assadas.

Nota final: 15 valores

Preço médio: 8,50 euros


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Quinta de Cidrô Pinot Noir - Douro 2009

Andava eu à procura de novos vinhos no na minha garrafeira preferida (e são sempre tantas as garrafas e as marcas que acabamos por nos perder), quando me foi sugerido um vinho: Quinta de Cidrô Pinot Noir.

"Gostas dos vinhos da região da Bourgogne? Então prova este e depois dá-me a tua opinião."


Procuro sempre vinhos onde a relação qualidade/preço de facto exista, onde um vinho que custe 20 euros, valha mesmo esses 20 euros. Quantos de nós é que não fomos surpreendidos por vinhos que tinham um preço demasiado elevado para o real valor que apresentam? É um desilusão e sentimo-nos enganados pelos produtores...

Voltando ao meu "Pinot Noir do Douro"... o preço é de 11,50 euros! Espétaculo (como diz o nosso querido Fernando Mendes)!

A casta Pinot Noir é talvez uma das castas tintas mais conhecidas do Mundo (a par da casta Cabernet Sauvignon) e que teve a sua grande divulgação com o filme Sideways. 


Vamos à prova: no copo o vinho tem uma cor aberta, um ruby claro a "puxar" para o rosado. Aromas a cereja com alguns toques a café e baunilha, devido ao estágio em barricas de 
carvalho francês durante 
12 meses. Na boca, este vinho apresenta-se sedoso e aveludado, com taninos delicados, com um final de boca prolongado.
Devido à sua delicadeza, é um bom acompanhamento para carnes brancas e carnes estufadas.


É um bom vinho, para quem quer experimentar um Pinot Noir, pois tem quase todas as características de um vinho da Bourgogne.

Nota final: 15 Valores

Preço médio: 11,50 Euros

domingo, 6 de dezembro de 2015

Quinta da Alorna Branco - Tejo 2013

Quinta da Alorna Branco – Tejo 2013

Já chegou o último mês do ano, e com ele também chegou o frio. Com este tempo só apetece mesmo beber vinhos que nos aqueçam,  mas para mim o prazer está em beber o vinho na sua plenitude, isto é, acompanhá-lo com uma refeição onde a harmonização seja total.

Como tal, e para um jantar leve, à base de saladas e pratos frios, decidi abrir uma garrafa de vinho branco. 

Hesitei um bom bocado entre um vinho francês (um Chardonnay da região da Bourgonha) e um vinho português. Decisão tomada: Quinta da Alorna Branco.


Um vinho da região Tejo, feito a partir das castas Arinto e Fernão Pires, uma das castas brancas mais plantadas em Portugal.

No copo, o vinho apresenta uma cor amarela pálida e brilhante. De imediato, surgem os aromas a citrinos e frutos tropicais (ananás). Na boca, o vinho revela-se fresco, delicado, equilibrado em termos de acidez, deixando um ligeiro final de boca vivo e adocicado.


Como disse anteriormente, este vinho acompanhou uma refeição de pratos frios: saladas diversas, charcutaria e carnes frias.

É um bom vinho para aperitivo e para acompanhar marisco e peixe grelhado. 

Um bom vinho branco, abaixo dos 5 euros, a ter sempre-noiva seu frigorífico.

Nota final: 14 valores

Preço médio: 3,85 Euros

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Monte da Ravasqueira Tinto - Alentejo 2013

Mais uma vez, aproveitei as promoções do Pingo Doce para avaliar a oferta ao nível da garrafeira.


O escolhido foi o Monte da Ravasqueira Tinto 2013, vinho alentejano, feito a partir das castas Touriga Nacional (35%), Aragonês (35%), Syrah (20%) e Alicante Bouschet (10%), sendo que 50% do lote estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês.


O preço de venda é de 3,49 euros já com um desconto de 35%, promoção válida até dia 7 de dezembro.

No copo o vinho apresenta-se com uma cor encarnada/violeta. Os aromas são fracos, presença de frutos vermelhos e frutos pretos com um travo ligeiro a especiarias. Na boca o vinho traduz-se como um vinho fresco, leve e equilibrado.


É um vinho fácil de beber e de harmonizar com carnes, peixes ou mesmo para beber num momento mais relaxante.

Julgo que este vinho é uma boa compra, na relação qualidade/preço. O Monte da Ravasqueira é um vinho que não deixa ficar mal, será sempre uma boa escolha para levar para um jantar em casa de amigos.

Nota final: 13 valores

Preço com promoção: 3,49 Euros

PVP: 5,49 Euros

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Casa Amarela Selection Tinto - Douro 2012

Já tinha ouvido falar dos vinhos do produtor Casa Amarela mas ainda não tinha tido a possibilidade de provar um dos seus vinhos.


Chegou em boa hora a oferta de um grande amigo meu, que foi visitar a quinta no Douro e que me trouxe uma garrafa: Casa Amarela Selection Tinto 2012. Segundo informação recolhida por ele, "Dizem que é um bom vinho. Experimenta-o". E experimentei.


No copo, mostrou-se um vinho denso de cor rubi escuro. Aromas fortes a framboesas e madeira com um toque a especiarias. Na boca sentimos um vinho muito equilibrado, fresco, guloso com um senão...ficamos com vontade que este "prazer" se prolongue no tempo mas infelizmente o "final de boca" é inexistente.

É aconselhável decantar este vinho para o melhor apreciar.

Acompanhei este vinho com umas bochechas de porco estufadas....excelente combinação!

O meu amigo tinha razão, é mesmo um "bom" vinho!

Nota final: 16,5 valores

Preço médio: 13 euros

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Encostas D'Alqueva Private Collection Tinto - Alentejo 2014

Sempre me perguntaram se determinados vinhos que estavam em promoção nos supermercados e hipermercados eram uma boa compra ou não. Será que vinhos que estão à venda por 1,99 euros são bons vinhos?


Decidi fazer o teste. Peguei no folheto do Pingo Doce e fui à procura de uma promoção da semana: Encostas D'Alqueva Private Collection 2014, um vinho tinto do Alentejo com um desconto de 60%...é já este!


É um vinho composto por castas típicas alentejanas como o Alicante Bouschet, Aragonez, Trincadeira e Moreto e que costuma estar à venda por 4,99 euros.

No copo, sobressai a cor púrpura do vinho. Pouco aromático, fiquei à espera que na boca o vinho fosse mais valorizado...de início pareceu-me um vinho desequilibrado, com um acidez extrema e taninos agressivos. Depois de uns minutos no copo, a inexistência de aromas persistiu. No entanto, na boca tornou-se um vinho agradável, com taninos suaves, mas nada mais.


Este é daqueles vinhos que "serve" apenas para acompanhar a refeição, podendo acompanhar pratos leves, pouco condimentados.

Gostava de saber o porquê de ser Private Collection...uma questão de marketing? Só pode. Um vinho "Private Selection", "Private Collection" ou "Colheita Seleccionada", pressupõe ser um vinho de categoria acima do normal, feito a partir de uvas com um tratamento especial, acabando por resultar num vinho quase "exclusivo"...este não o é, e deixa-nos algo frustrados.

Há vinhos a 4,99 euros bem melhores que o Encostas D'Alqueva Private Collection Tinto.

Nota final: 12 valores

Preço com promoção: 1,99 euros (Pingo Doce)

PVP: 4,99 euros


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Château Montviel - Pomerol 1990

Mais tarde ou mais cedo, tinha de acontecer...tivemos de acordar este "Château" da região de Bordéus com 26 anos! 


Já todos ouvimos falar dos grandes vinhos franceses e nomeadamente dos "Châteaux" de Bordéus, da sua qualidade, do seu poder de longevidade, dos valores astronômicos envolvidos na compra...agora chegou a vez de provarmos toda essa tradição, reputação, avaliação e outros "ão" que queiram acrescentar.

O Château Montviel é um vinho da região de Pomerol, região do grande e mundialmente conhecido Petrus, onde a casta rainha é o Merlot.

Este vinho é composto por Merlot (claro!) e Cabernet Franc.


No copo, percebemos que é um vinho já com idade: a sua cor vermelha acastanhada é prova disso. Passado todos estes anos, continua com os seus amoras presentes a ameixa preta, especiarias e uma nota a couro. Na boca, presença leve de taninos, manteve alguma frescura, continua equilibrado, com final de boca existente mas não muito prolongado. 


Que prazer!

Nota final: 17 valores

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Foral de Melgaço - Alvarinho 2014

Este fim de semana, aproveitei o bom tempo e atravessei a ponte 25 de Abril com destino ao  almoçar ao Sushic, que segundo os utilizadores do Tripadvisor, foi considerado o segundo melhor restaurante japonês fora do Japão.

O sushi apresentado pelo Sushic é muito bom, embora não seja a comida tradicional japonesa mas sim uma comida japonesa de fusão que combina vários sabores e texturas.

Já sabemos que o chá e o saké (ou saqué em português) são as bebidas “tradicionais” para o sushi. A cerveja, japonesa claro, acompanhará também muito bem o sushi, pois o travo amargo da mesma conciliará bem com a suavidade do molho de soja, e a sua efervescência trará frescura na altura de saborear o peixe mais “gordo”.



Todos os apreciadores do néctar de Baco, querem sempre acompanhar a  refeição com o tradicional copo de vinho. A grande questão com que nos deparamos, nos restaurantes japoneses, é: qual o vinho apropriado para acompanhar o sushi?

É preciso ter algum cuidado ao escolher o vinho para acompanhar a comida tão delicada como a japonesa. Não escolher vinhos muito fortes nem complexos (normalmente os que estagiam em barricas) pois acabam por se sobrepor aos sabores sensíveis da comida japonesa. 

Normalmente, os vinhos brancos, rosés e espumantes são os mais indicados para acompanhar os maki’s, sashimi’s, uramaki’s, e outros tantos (a lista é sempre extensa!).




O Sushic tem uma carta de vinhos com muita oferta mas também dá-nos a possibilidade de beber vinho a copo, bem servido mas com um preço elevado.

Na questão do serviço à mesa é que o Sushic poderia melhorar: na altura de servir o vinho que escolhi, a garrafa ainda vinha com bocados de rolha (talvez não tiveram cuidado ao sacar a rolha), que acabaram por ficar a boiar no meu copo. Alertei o empregado de mesa que de imediato se desculpou e me trocou o copo.

A minha escolha foi para o Foral de Melgaço 2014: um vinho da casta Alvarinho, leve, brilhante e fresco. Presença de aromas minerais e frutas tropicais, frescura intensa na boca com presença de acidez suficiente e agradável para contrabalançar com a delicada comida japonesa do Sushic.



Foi uma bela experiência: alvarinho com sushi. Tenho de voltar a experimentar, sem dúvida.

Nota final: 16,5 valores

Preço copo Sushic: 4 euros        


Preço médio: 8,50 Euros